Blaberring, Cities, Leiria, Life, Personal

Leiria

Por inúmeras ruas (cujo nome nem me preocupo decorar) passeio alegremente.
Estou no meu refugio, é aqui que se encontra a minha paz. Posso não ter viajado muito, poderia até nunca ter viajado, mas sei que este é o meu exílio, o meu santuário.

Por varias vezes aqui parei e por um igual numero de vezes me apaixonei, por ninguém mas por todos.
Posso não conhecer ninguém, nem sequer ser ninguém, mas sinto-me bem.
Aqui sinto-me autentico, quase como estivesse envolto por uma aura, algo que me separa de mim próprio e dos meus problemas. Quase como se de repente o mundo desaparece-se deixando-me para trás num lugar maravilhoso…único…estranho mas autentico. Leiria

Não nasci aqui, muito menos aqui vivi, mas sempre que cá venho renasço, sinto que pertenço a este lugar.

Escrevo estas linhas sobre o olhar atento de Francisco Lobo, um poeta local, senhor de grave olhar imortalizado sobre a forma de estátua e praça (que herdou o mesmo nome). Deixo-o guiar a minha caneta (na realidade é uma lapiseira), tal como deixo a voz de outro Leiriense guiar-me, David Fonseca. Ambos imortalizados pela sua arte, um pela poesia o outro pela musica.
Este ultimo aumenta a minha paixão por esta terra, cativando-me com a sua voz inconfundível e estilo único.

Mas nem mesmo estes meus “heróis locais” podem conseguem fazer frente à magia e poder do castelo. Alto, belo, isolado, será real(?) será deste mundo, ou estarei eu a sonhar….

Gostava de imaginar que me encontro num conto de fadas, mas isso reduziria a cidade de que tanto gosto a uma mera historia , uma invenção, e não objecto da minha paixão.

(Fecho os olhos e deixo a cidade entrar-me no sistema, deixo-a levar-me.)

Penso como seria se eu cá vivesse. Talvez deixa-se de ser maravilhoso ficasse banal, bem…prefiro não imaginar tal cenário.
Talvez seja a distancia que fomente esta minha admiração, talvez seja a quebra com a rotina que me faça sonhar…não sei…Só sei que aqui sou feliz


(texto escrito em Leiria, sobre sol intenso por favor não liguem a erros e incoerências)

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2 thoughts on “Leiria”

  1. Bem, de certeza que estás à espera de um comentário mais elaborado… E eu não te vou desiludir…Não encontro quaisquer incoênrencias provocadas pelo Sol… Apenas as normais… =DLeiria tem esse encanto… Faz-nos sonhar com princesas, príncipes e dragões… Faz-nos pensar que caímos no mundo de faz-de-conta… Tem uma aura de mistério, de medieval que nunca encontrei noutra cidade… Vilas, sim… Todas aquelas a que pertence ao concelho… Batalha, Porto de Mós, Alcobaça, Nazaré… Têm o especial poder de nos transportar para tempos remotos, imortalizados por Camões e Fernão…Quem nunca ouviu falar da Batalha de Aljubarrota? Do amor de D. Pedro com D. Inês? Para quem se encontre interessado em pesquisar mais estes temas, existe um sítio de interpretação da batalha no sítio onde esta foi travada? Não é maravilhoso? Poder pisar o mesmo (ou quase o mesmo) chão que o St. Condestável e que D. João II? Todos os anos se realiza uma festa para comemorar esta vitoria… Com a ajuda da famosa Padeira de Aljubarrota… Faz-se uma feira medieval, lutas, tascas… Só falta irmos vestidos a rigor! =DImaginar Leiria como um mito, uma invenção, em nada lhe retira o protagonismo. Aliás, apenas a reforça como uma cidade de cheia de histórias…É bom viver lá… Para mim, será sempre a cidade do meu coração… E também o será para qualquer pessoa que já tenha vivido em qualquer outro lugar… Viver em Leiria, desde o inicio, acontece o mesmo que se vivesse em qualquer outra cidade: torna-se apenas mais um sítio onde se mora… Não se vê os mosteiros, os castelos, as grutas, tudo o que um estrangeiro veria para dizer: “Eu conheci Leiria”E eu, agora, penso: “Ainda bem que não vivi sempre lá… Assim, sei apreciar o bom que a cidade e o concelho me oferecem… Faz-me querer saber mais da minha cidade natal, poder aprender e pesquisar mais coisas, revirar os castelos e os mosteiros de alto a baixo, querer fazer parte daquele mistério…”Ainda tenho o sonho de poder voltar, em definitivo para lá… Voltar a pertencer àquela terra… Porque embora fosse pequena e tivesse ficado lá pouco tempo, de cada vez que lá voltava, sabia apreciar a viagem e purificar-me destes tempos tão modernos…

  2. grande tomás!gosto muito de ler o teu blog!dá um ar de ti que não sai cá pra fora no dia-a-dia… e isso é muito bom.espero que esteja tudo a correr pelo melhor,um abraço do teu amigo Manel Palhaps: há um erro ortográfico que cometes com frequência que me põe fora de miiiiiiim!!lol! quando dizes uma frase do género "(….)que ele acabasse(…)" ou " falasse", não se escreve "acaba-se" nem "fala-se"! isso é quando te queres referir a um sujeito, como: "o leite acaba-se" >(leite) ou "fala-se nisso"!> (na corrupção do Sócrates!!)!!

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