Past, Poem

Natural

Longe das luzes da febre urbana
Envolto por pequenas luzes
Todas elas vivas
Todas elas únicas

Na solidão do arvoredo
Respiro -talvez pela primeira vez-
Longe de toda a sujeira
Longe do fumo

Turvos ficam os meus olhos
Lágrimas felizes pelo meu rosto escorrem
Isolado por beleza  bruta
Com a natureza me fundo

Deixo a minha pele para ser brisa
Deixo o meu rosto para ser luar
Deixo o meu ser para viver

Sinto-me completo
Sentindo-me vazio
Sou agora quem preciso de ser
Não quem querem que seja

Deixo as lâmpadas
Para os pirilampos acolher
Deixo as torneiras
Para da chuva beber

Sou um com a natureza
Junto-me a origem
O todo volta a acolher e a ser o um
O um volta a ser o todo

Advertisements

1 thought on “Natural”

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s