Blaberring, Emotion, Life, Past, Personal

Sim, foste tu!

Sim foste tu, somente tu que, libertaste-me da jaula que eu próprio fui construindo, a minha prisão.
Não sei como conseguiste a chave, nem sei sequer se sabes que a tens, mas não nego essa irónica possibilidade.
Poderia dizer que me apaixonei no primeiro momento que te vi, poderia dizer que és tudo aquilo que sonhei, podia bajular-te com falsos romantismos e palavras, que embora muito conhecidas, sejam ditas como se imaginadas no momento. Porém não estaria a ser honesto, nem para contigo nem para comigo. Em vez disso, admito que de início pouco te liguei, já que não passavas de mais uma na multidão, mas deixas-te de ser apenas mais uma isso para seres algo completamente diferente, para seres única nessa multidão, nesse emaranhado de figuras sem rosto. Aos poucos fui-te conhecendo e aos poucos fui-me apaixonando. E em menos de um fósforo, estava consumido pela chama da paixão.
Na minha condição de enamorado sinto que não existe segundo que passe contigo, ou sequer apenas a teu lado, que não valorize, que não o trate como se de um tesouro se tratasse. Porém tenho medo de revelar os meus sentimentos, como quem esconde uma fraqueza. Estarei eu à espera que tomes iniciativa, ou estarei apenas a evitar a resposta que me parece mais provável, o famoso Não, embora que se evito ouvi-lo acabo por nunca ouvir o desejado “sim”.
Porém tento mostrar o que sinto, tentando não me revelar demasiado, mas ou sou demasiado subtil ou nem sequer estás à procura destes sinais. Enfim, porém, volto a afirmar, sem medo de ser lamechas, que és como uma luz na imensa escuridão que tem sido a minha vida, qual lua numa escura noite.
Muitas vezes evito falar-te, ver-te ou apenas pensar em ti, pois o teu “desprezo” é pior que qualquer ferida ou dano corporal. Mas inevitável e constantemente volto, ignorando a dor, numa pela paz que a tua companhia me dá, e é neste ritual sadomasoquista que tenho passado as minhas últimas semanas. Mas procuro esquecer esta luta entre o lado bom e o lado mau da questão, tentando focar-me apenas no que sinto. Pois é uma das poucas certezas que tenho neste nosso e estranho mundo.
O porquê desta paixão é indubitavelmente simples, pois é simples e genuíno, além da óbvia e semi-dispensável atracção – os teus profundos e sinceros olhos, o teu sorriso único,  o teu rosto que tanto tem de angelical como de demoníaco, e toda a tua presença, que enche todo um mundo. Sinto uma inigualável , como irei dizer, atracção “psico-espiritual”, um imenso amor, um desejo de te proteger (caso fosse necessário saltaria para a frente de um comboio), de te amar, olhar ou apenas pensar em ti. E apenas não és tudo para mim, pois embora seja um apaixonado não sou um drogado e a minha vida existe para além de ti, mas és seguramente uma arte imensamente importante.
Apenas o facto de me reconheceres como pessoa já é para mim um vitória, e tal como é uma honra ao falares comigo, mas quem se contenta com uma única vitória… eu quero, eu desejo mais, e mal consigo esperar pelo dia em que serás minha, o dia em que sei que sentirás o  mesmo por mim que sinto por ti, o dia em que te terei nos meus braços , e não só te sentirás segura como em casa, feliz e completa. O dia em que os nosso lábios se tocam sem medo, sem dúvidas apenas com paixão. O dia em que serei também  ,e apenas, teu.
Mas sou realista sei que desejo mais do que posso, sei que és e mereces mais do que um tipo como eu. Mereces o homem dos teus sonhos, espero sê-lo , mas espero conseguir crescer, evoluir,  até nessa categoria me integrar.
Mas és tu que estas presente quando fecho os olhos, sim és tu que estas lá quando adormeço, e desapareces quando acordo. Até ao dia em que acordar e te vir.
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