Blaberring, Emotion, Life, Past

Cacos

Por escassos segundos tudo parou, o tempo, as pessoas, o meu coração. E nesse tempo, uma eternidade, pelo que senti, tudo permaneceu imutável. Até sou acordado deste transe por um barulho dolorosamente familiar, como o estilhaçar de um vidro, mais uma vez sinto o meu coração a partir, e com ele cede a minha alma. Pudesse ele sangrar e eu encontrar-me ia vestido de carmim.
Passei por uma gama de emoções, todas elas diferentes, todas elas negativas, não sabia o que sentir, não sabia o que sentir, confrontado com alguém na posse da alma que eu desejava. Corpos unidos e pensamento sintonizado, fechados num mundo esmagando o meu.
Finalmente tinha sido derrotado, pouco mais havia para fazer fechar os olhos e afastar-me.
Reconstruo agora o meu coração, tanto juntar finos cacos de vidro que me ferem não só as mãos como me massacram a alma…Parece impossível!…Terei perdido algum dos cacos ou estarei apenas a juntar cacos que não se juntam?
Porém sei que com o tempo encontrarei a resposta, a solução, e nesse momento recuperarei o meu coração.
Todo este processo não e mais que uma intervenção cirúrgica, pois limpo a ferida infligida, permitindo que o tempo o sare, ganhará uma crosta que lutarei para não arrancar, finalmente sei que será uma cicatriz, uma dor… mas uma dor do passado, não do presente. Tendo isto resolvido Entregarei o coração a quem realmente o apreciar, e estima-lo como valioso que é tanto para mim como para ela.
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